Lena Mattar

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CHOCOFLAN

O nosso pontapé para as receitas de fim de ano!

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Lena Mattar
Nov 14, 2025
∙ Paid

Falta pouco mais de um mês para o Natal, e eu achei que poderia começar a pensar em receitas celebratórias — mesmo que não sejam especificamente natalinas. Afinal, sempre há espaço para iniciar uma nova tradição com algo diferente. Começando agora, teremos várias opções até a última newsletter de 2025.

Decidi começar chutando o balde com força total e propor um Chocoflan: uma sobremesa deliciosa e luxuriosa que une pudim e bolo em uma só! Perfeita para brilhar nas ocasiões de fim de ano. Quer algo mais celebratório do que chocolate com chocolate?

Para quem não conhece, o chocoflan é uma receita mexicana que conquistou o mundo. Também é conhecido como pastel imposible, ou bolo impossível, porque, durante o cozimento, o bolo e o pudim invertem de lugar já que um é mais denso que o outro. A receita ganhou variações, sendo a de flan de doce de leite com bolo de chocolate a mais comum.

Eu quis trazer minha própria versão, com um bolo e um flan ambos de chocolate — uma junção do bolo com algo próximo de um brigadeirão. Afinal, por que não?

É chocolate² porque a gente merece ser duplamente feliz depois de um ano longo.

Até a próxima news,

Lena


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CHOCOFLAN DE CHOCOLATE²

Sim, estamos falando de dois preparos, mas ambos são simples: o bolo não exige batedeira e o flan consiste apenas em bater tudo no liquidificador. E é justamente o fato de serem dois preparos que faz desta uma sobremesa festiva.

Considerando que o cacau é a alma do negócio, vale investir em um de qualidade. Abaixo, repito o que contei sobre o cacau na news do Bolo molhado de chocolate, na qual expliquei sobre o cacau alcalinizado e não alcalinizado.

CACAU 100%

A primeira coisa (e a mais importante) nessa história é usar um bom cacau sem adição de açúcar, no lugar do achocolatado. Ele traz um sabor de chocolate mais pronunciado e deixa a sobremesa doce na medida certa, já que nós mesmos controlamos o dulçor. Hoje em dia é mais fácil encontrar cacau em pó, inclusive versões orgânicas. Se não houver nos mercados da sua região, vale procurar na internet!

Vocês podem notar diferenças na cor do pó de cacau conforme a marca. A tonalidade depende da torra dos grãos ou do fato de ter ou não passado pelo processo de alcalinização. Abaixo, vocês veem dois tipos de cacau que tenho em casa: ambos são 100% cacau, mas o da direita passou pelo processo de alcalinização (também conhecido como dutch cocoa powder ou dutch-processed cocoa), enquanto o da esquerda não.

Cacau não alcalinizado (esq) e alcalinizado (dir).

Basicamente, esse processo reduz a acidez do cacau e, apesar da cor mais intensa (e lindíssima), também diminui o nível de amargor. É preciso prestar atenção na hora de escolher o alcalinizado, pois, uma vez que perde sua acidez, ele deixa de reagir com o bicarbonato de sódio. Ou seja: se a receita do bolo levar apenas bicarbonato como agente de crescimento, há grandes chances de não funcionar. Nesta receita, usaremos bicarbonato somado ao fermento em pó, então qualquer um dos dois tipos de cacau vai funcionar perfeitamente.

Inclusive, escolhi fazer um mix de ambos por uma questão estética: alcalinizado para o bolo e não alcalinizado para o flan. Atenção: você pode usar apenas um tipo de cacau para os dois preparos, sem problema!

O BOLO

Este é um bolo simples e delicioso:

  • A soma de cacau e café torna seu sabor mais pronunciado;

  • O uso do óleo ajuda a tornar o bolo mais úmido;

  • O iogurte traz um toque lácteo e levemente ácido que é muito bem-vindo.

ADICIONAR LÍQUIDOS AOS SECOS

Aprendi com a expert Joyce Galvão (das maiores confeiteiras que temos no Brasil), que quando estamos preparando uma massa de bolo (ou muffin ou similar) sempre adicionamos os ingredientes líquidos aos secos — e nunca o oposto! Isso porque os ingredientes secos (farinha, açúcar, agentes de crescimento etc) são hidroscópicos, ou seja, em contato com o líquido irão “querer” absorvê-lo, criando grumos. Isso fará com que você tenha que bater a massa por mais tempo para tirar o grumos o que, por consequência, estimula a formação de mais glúten — o que resultaria num bolo mais pesado.

A MASSA PODE ESPERAR

Algumas pessoas podem ficar aflitas por fazer a massa do bolo, colocar na fôrma e só então ir fazer o flan — indo contra aquele conhecimento que diz que uma vez feito, o bolo precisa ir logo pro forno. Mas isso não se aplica aos bolos feitos pelo método direto onde tudo é incorporado à mão sem que seja necessário bater as claras em neve e nem que o açúcar seja batido com as gemas. Esse bolo é mais “resistente” e pode ficar na bancada esperando os minutinhos necessários para fazer o flan!

O FLAN

Ele lembra um pouco o nosso brigadeirão, mas a receita tradicional de chocoflan leva um pouco de cream cheese. O resultado é um flan ligeiramente mais denso.

Assim como o nosso pudim, ele é batido no liquidificador, sem mistério. O segredo é vertê-lo com muita delicadeza sobre a massa do bolo, para que não se misturem e, assim, a mágica da inversão entre bolo e pudim aconteça.

VARIAÇÃO

Você pode omitir o cacau e fazer um pudim de leite condensado (com a adição do cream cheese), criando um contraste bonito de cores entre os preparos.

ATENÇÃO PARA DESENFORMAR

Para esse tipo de preparo, gosto de usar sprays desmoldantes — acho uma mão na roda. Mas, mesmo usando, será necessário deixar a fôrma de molho em água quente para conseguir desenformar. Tenha paciência para deixá-la pelo tempo indicado na receita e, então, vire com cuidado, mas com um gesto firme e seguro. Caso o pudim não desça, deixe mais um pouco na água quente.

VEJA A RECEITA NO PDF ABAIXO:

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